Lampada - Informática Médica






Retorna à Home Page


Quem Somos?

Disciplinas

Linhas de Atuação

Fale Conosco


Serviços

EpiInfo

Pesq. Bibliográfica

Catálogo de Links

 

Projetos de Pesquisa em Pós-graduação

Imprimir

 




Prevenção da transmissão vertical do HIV
Prof. Haroldo José de Matos e Prof. Ronaldo Curi Gismondi

A via de transmissão de mãe para filho é um dos aspectos mais dramáticos vividos pela mulher infectada pelo HIV. E é particularmente importante devido à característica de feminização que a epidemia tem assumido em nosso país.

A taxa de transmissão do vírus da mãe infectada para o filho está em torno de 25%, chegando até 40% na África, sem qualquer tipo de intervenção, segundo estimativas da literatura (Mandelbrot, 1998). Após a introdução da profilaxia com AZT, essa taxa foi reduzida para 7,6%. E dados mais recentes, sobre intervenções que incluem outras drogas além do AZT, conseguiram reduzir ainda mais essa taxa para valores em torno de 2% (Moffenson, 1999). No Brasil, há poucos estudos, e a taxa de transmissão do vírus sem intervenção ficava em torno de 16 a 39 % (Rubini, 1996; Tess, 1998). Em estudo realizado no Rio de Janeiro em 1998, com profilaxia anti-retroviral com ZDV, a taxa de transmissão ficou em 7,9%, e um estudo mais recente, apresentado em Durban, na África do Sul, a taxa ficou em 6,0 %. (Nogueira, 2001). Alguns relatos trazem evidências edicionais de que a associação de drogas anti-retrovirais em um esquema terapêutico altamente agressivo, incluindo além da ZDV, o 3TC, e Inibidores de Protease (HAAR-highly active anti-retorviral therapy) pode reduzir a transmissão vertical a um evento raro. Um dos objetivos mais importantes dessa terapia agressiva é a redução da carga viral nas mães (para taxas abaixo de 1000 cópias por ml). O que alguns pesquisadores têm ponderado, no entanto, é que se por um lado essa associação de drogas previne de modo significativo a transmissão vertical, por outro lado existe uma probabilidade maior de que surja resistência do vírus a uma ou mais drogas componentes da associação. Essa observação é importante porque pode comprometer a qualidade do tratamento da mãe após o parto. Portanto, é importante definir que associações são efetivamente mais importantes na redução da transmiossão vertical, bem como é necessária uma melhor definição do tempo de uso desses medicamentos durante a gestação.

Apesar da redução significativa obtida pela quimioprofilaxia/quimioterapia na transmissão vertical, permanece ainda uma probabilidade de infecção. Essa probabilidade residual poderia estar associada a fatores associados à transmissão intra-uterina, que seria menos sensível à profiliaxia com antiretrovirais.

O objetivo básico deste projeto é discriminar fatores de risco adicionais especificamente ligados à transmissão intrauterina. Essa discriminação é importante, pois ela pode tornar mais clara a estratégia de intervenção medicamentosa mais efetiva para a prevenção da transmissão vertical do HIV, de modo a não prejudicar também o tratamento materno a longo prazo. Para isso, a estratégia para identificação da infecção intra-uterina da criança a ser adotada será baseada no método do PCR que amplia RNA, para a detecção de vírions livres, durante as primeiras 48 horas após o parto. Esse teste será repetido após 14 dias, e aos 6 meses de idade. Após os 18 meses será realizado o teste de ELISA para a detecção de imunoglobina G anti-HIV.