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Estudo da associação de variáveis clínicas na artrite reumatóide
Prof. Sérgio Miranda Freire e Prof. Geraldo da Rocha Castelar Pinheiro

A artrite reumatóide (AR) é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo comprometimento inflamatório das articulações sinoviais periféricas, acometendo, aproximadamente 1% da população mundial. Por ser uma doença de natureza predominantemente imuno-inflamatória, a monitorização clínico-laboratorial do processo inflamatório tem um grande valor na avaliação da mesma. Devido às limitações da avaliação clínica da intensidade da atividade inflamatória, tem sido dada uma importância cada vez maior à avaliação laboratorial. Este projeto visa a analisar a utilidade de variáveis clínicas e laboratoriais para a determinação da atividade de doença em pacientes com artrite reumatóide. 118 pacientes com artrite reumatóide, 106 mulheres e 12 homens, com uma idade média de 51,6 anos e uma duração média de 12 anos foram incluídos no estudo. Um banco de dados, desenvolvido em Epi Info, foi utilizado para coletar as variáveis e calcular o índice de atividade de doença. Correlações de Pearson e Spearman e modelos de regressão linear foram utilizados para avaliar a associação eentre variáveis clínicas e laboratoriais e a atividade de doença. As principais variáveis estudadas foram: proteína amilóide A sérica (SAA), proteína C-reativa (PCR), fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) e índice de atividade de doença (IAD). Os modelos de regressão mostraram que as variáveis clínicas AAG e CRP eram preditores significantes da atividade de doença e o valor de R2 ajustado para o modelo era 0,24, que sugere que somente uma pequena porção da variação da atividade de doença é explicada pelos APPs. Isto pode estar relacionado a: 1) o IAD não mede somente a inflamação mas também dano na junta, 2) necessidade de níveis mais baixos de limiar em sistemas de imuno-ensaio para as proteínas de fase aguda (PFA), 3) variações individuais nos níveis absolutos de PFAs produzidas em resposta a níveis de estímulos específicos da atividade de doença. As medidas de PFAs devem ser efetuadas serialmente e não incidentalmente e o paciente deve ser o próprio controle. Contrariamente ao que ocorre em pacientes no estágio inicial de AR, pacientes com longo tempo com AR, o VEGF não está associado com a inflamação das juntas.